sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Encontrei um PARAÍSO!!!

Hoje apeteceu-me oferecer-me 1 passeio. Fui dar uma volta pelos jardins da Gulbenkian... a tarde estava luminosa, o céu azul contrastava com a grande massa de tons de verde pontualmente cortada pelos grandes galhos de algumas árvores ainda desnudas.Senti-me num pré-Paraíso em plena cidade de Lisboa.Andei, andei... buscava o local ideal. 1º percorri o jardim todo só para ver e ter uma 1ª impressão e em seguida repeti o trajecto para então poder observar, sentir e reflectir sobre o lugar e sobre a minha vida.Encontrei o sítio ideal... sentei-me no anfiteatro do meio do jardim, ali estava eu sozinha virada para um palco vazio a contemplar um cenário fantástico. em 1º plano estava o lago, tinha pouca água podia ver os milhões de pedrinhas polidas a brilhar no fundo... em 2º plano um bonito manto verde convidava-me a deitar para poder fazer uma das coisas que mais gosto... imaginar coisas a partir das formas que as núvens apresentam...mas estava longe, preferi continuar ali... estava tão bem... Então pensei... estou a contemplar um quadro vivo, uma obra de arte onde em 3º plano passavam pessoas, desde crianças a correr ao artista solitário que levava o seu caderninho para captar em papel aquilo que eu estava a fazer e que preferi apenas registar na mente e no coraçao. por fim em 4º plano lá estava a esplanada agregada ao edifício e pensei: local agradável para estar com alguns bons amigos...continuei ali, estática, que magnífica obra semi divina... o palco está tão bem enquadrado que parece a sua moldura.E ali continuava eu, feliz a ouvir as dezenas de pássaros desde melros, pardais e outros de som mais exótico que me despertaram curiosidade, só então me apercebi que ali, naquele local específico o som da cidade que tanto gosto, mas que por vezes me satura tinha deixado de existir... que sensação tao boa...Permaneci por ali um bom tempo, mas quando saí sorri de alma transburdante de felicidade e conforto. percorri novamente o jardim para confirmar apenas que ele é real... é tão bom ter o Paraíso tão perto de mim...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

I'm Back

Após a minha longa ausência cá estou eu de volta... missed me? lol
Entregas de grandes projectos são sempre caóticas, mas já passou e confesso que até gosto de trabalhar sob stress, é mais produtivo e visto à distância os meus ataques de nervos e os dos meus colegas têm sempre a sua piada. O ser humano é muito curioso, somos todos muito amigos e até temos um bom ambiente de trabalho, mas nestas alturas berramos com cada barbaridade.
Peço desculpa à Francisca, ao Alexandre, ao Fernando, ao Francisco e à minha tão querida amiga Teresinha, mas sabem como sou... Já passou e o importante é o projecto que daí resultou, sem dúvida a nossa melhor cria, certo? Agora é só esperar pela concretização, é sempre bom assistir ao nascimento de mais uma bela obra de arquitectura (modéstia à parte, lol.)
Agora toca a festejar, a jantarada é para quando?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Alguém

Hoje acordei Introspektyva... Apetece-me falar de querer, de ter, de sentir. Apetece-me falar da amizade, do amor... de alguém! Não quero alguém que morra de amor por mim...Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim e me abraçar..Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importa com que intensidade.Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...E que esse momento será inesquecível...Só quero que o meu sentimento seja valorizado.Quero sempre poder ter um sorriso estampando no meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem em meu redor.Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.Queria ter a certeza de que apesar das minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é o meu sentimento...e não brinque com ele.E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu.Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para lhe mostrar que o amor existe...Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez serei bem sucedida e serei plenamente feliz.Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...Que a esperança nunca me pareça um NÃO que teimamos em pintar de verde e entendê-lo como SIM.Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter que me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena entregarmo-nos às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena, porque fui amplamente recompensada.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

meus queridos neurónios...


Já mereciam umas férias... Estão sempre a trabalhar...

Time for Concept

E cá estamos nós com mais uma semana começada.
O caos no atelier nem me deixou conseguir dar um pulinho aqui para falar para as paredes, lol
Peço desculpa Miguel, sei que não falo só para as paredes, ainda se dá ao trabalho de me fazer visitas e perder o seu precioso tempo a ler baboseiras.
O big boss julga que somos máquinas parideiras de projectos, acho que sim, é uma boa definição para arquitecto, ele esquece-se é que os nossos neurónios precisam respirar para terem ideias, caso contrário fazemos apenas projectos de paredes insignificantes e descontextualizadas.
Precisamos embelezar as nossas cidades e não poluí-las com mamarrachos. É obrigatório conhecer o terreno como a palma das nossas mãos de modo a poder sentí-lo, só assim podemos ter o projecto certo para determinado local. Realmente, temos tantos projectos errados... basta olhar, nem precisamos ver.

TIME FOR CONCEPT é o que o nosso querido Jhonny não nos dá

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Onde pára o menino jesus?


Re-Gifting

Este Natal, como em todos os anteriores o meu sapatinho ficou cheio de presentinhos... uns que gostei muito, outros que gostei, mais uns que foram alvo de indiferença e claro, há sempre aqueles que metem medo ao susto.
As pessoas que nos são próximas dão-nos coisas adequadas e que sabem que a possibilidade de erro é escassa, conhecem-nos e sabem o que gostamos.
Mas paralelamente a todos estes temos uma panóplia de gente que resolve presentear-nos com bombons, o que não é de todo mau, antes pelo contrário, excepto aquelas pavorosas caixas de bombons ao Kilo que parece que foram moda há alguns anos atrás. Houve um ano em que me ofereceram 4 caixas, ou seja, 4 Kilos de bombons sem graça nenhuma, lol. Se fosse hoje ia para mousse de chocolate... ou então re-gift para aquelas pessoas que não têm importância para nós e foram postas de lado na nossa lista.
Mas como eu dizia, os bombons até são um presente aprazível, o que odeio é quando me dão objectos que quem me conheça bem sabe que nunca, jamais em tempo algum... e ainda me dizem: achei a tua cara!... o que faço, o que faço? pois é ou vai para o fundo do armário, ou quermesse da igreja ou então re-gift e ainda há a possibilidade de pôr a gravidade em acção e depois dizer: ó partiu-se, tive tanta pena, fiquei tão triste... mas esta hipótese é sempre perigosa, pois no ano seguinte podemos ser presenteados com algo semelhante para superar do desgosto.
Coisa feia o re-gift, que falta de chá, mas olhem, que se lixe, uma vez ou duas ou três não são vezes e como se costuma dizer por vezes o lixo de uns é o ouro dos outros.
Pior que tudo isto é a tendência que há para se esquecerem da essência do Natal: a festa da família, isso é que é importante, mesmo que não houvessem presentes. Deverá ser uma festa íntima com aqueles que se amam pura e verdadeiramente. Sei que há quem passe com estranhos ou até mesmo pessoas que nada lhes dizem, mas condeno essas opções, não é esse o objectivo do Natal. Não é o meu caso, mas deve ser tão estranho, tão triste e tão impessoal... sou solidária para com quem tem que levar com isso mesmo que não queira. Há famílias muito estranhas... por isso, talvez sentem uma enorme necessidade de se refugiarem nos centros comerciais a comprar toneladas de presentes, só mesmo para preencherem o vazio de família que vai nos seus corações.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Síndrome do Pobrezinho

Há muito que constatei que esta é uma doença que tem vindo a afectar o nosso país, mas que doença estranha...
Qual é a percentagem da população que afirma que não tem dinheiro para nada? É bastante elevada, certo? Então que seres vivos são aqueles que de há 2 meses para cá fazem transbordar os centros comerciais e contribuem para que inúmeros produtos esgotem?
Não compreendo, passou-se o Natal, período ultra-consumista por excelência. Tanto quanto me recordo de há uns anos atrás os dias/ mês que se seguia ao Natal era tranquilo, mesmo apesar dos saldos, as pessoas tinham consciências dos excessos deste período e controlavam-se para equilibrar as finanças domésticas, mas agora parecem marabuntas a devorar tudo.
Hoje entrei no Colombo só para comprar um tubinho de cola e pronto lá andavam elas a correrem de loja em loja, cheias de sacos como se a época festiva ainda estivesse para chegar.

Ó POVO CONSUMISTA! IRRA!...

Ao menos não se tivessem sempre a chorar, que malta, odeio gente consumista, mas ainda odeio mais gente que se mascara de coitadinho e pobrezinho, choraminga, chateia a malta toda à volta e depois gasta o que tem, o que não tem e ainda vai buscar o que é dos outros.

Ai, ai, ai... Triste Fado o do meu povo... ai, ai, ai...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Neura Domingueira

Mais um domingo, ó dia monótono, que pavorosa que é a sensação de domingo. A preguiça de ter que enfrentar mais uma semana de trabalho hoje tomou conta de mim, talvez por não ter nada que fazer... finalmente passou a azáfama natalícia, a lufa-lufa contínua em que andei no último mês deram-me um ritmo agitado aos fins de semana, fiquei para lá de estafada, mas ao menos tive férias da famosa sensação daquele, que mesmo sendo o dia de descanso, é sem dúvida o pior dia da semana. ODEIO DOMINGOS!

Bom Ano!


ano novo vida nova...why not?

E eis-nos mais uma vez num novo ano, mais um... enfim nestas alturas a melancolia parece apoderar-se do meu ser, fico pateticamente introspectiva e com vontade de gritar ao mundo todas as minhas frustrações. Pois é, nada como um blog, mesmo que ninguém me oiça/leia pelo menos fico com a sensação que sim.