Este Natal, como em todos os anteriores o meu sapatinho ficou cheio de presentinhos... uns que gostei muito, outros que gostei, mais uns que foram alvo de indiferença e claro, há sempre aqueles que metem medo ao susto.
As pessoas que nos são próximas dão-nos coisas adequadas e que sabem que a possibilidade de erro é escassa, conhecem-nos e sabem o que gostamos.
Mas paralelamente a todos estes temos uma panóplia de gente que resolve presentear-nos com bombons, o que não é de todo mau, antes pelo contrário, excepto aquelas pavorosas caixas de bombons ao Kilo que parece que foram moda há alguns anos atrás. Houve um ano em que me ofereceram 4 caixas, ou seja, 4 Kilos de bombons sem graça nenhuma, lol. Se fosse hoje ia para mousse de chocolate... ou então re-gift para aquelas pessoas que não têm importância para nós e foram postas de lado na nossa lista.
Mas como eu dizia, os bombons até são um presente aprazível, o que odeio é quando me dão objectos que quem me conheça bem sabe que nunca, jamais em tempo algum... e ainda me dizem: achei a tua cara!... o que faço, o que faço? pois é ou vai para o fundo do armário, ou quermesse da igreja ou então re-gift e ainda há a possibilidade de pôr a gravidade em acção e depois dizer: ó partiu-se, tive tanta pena, fiquei tão triste... mas esta hipótese é sempre perigosa, pois no ano seguinte podemos ser presenteados com algo semelhante para superar do desgosto.
Coisa feia o re-gift, que falta de chá, mas olhem, que se lixe, uma vez ou duas ou três não são vezes e como se costuma dizer por vezes o lixo de uns é o ouro dos outros.
Pior que tudo isto é a tendência que há para se esquecerem da essência do Natal: a festa da família, isso é que é importante, mesmo que não houvessem presentes. Deverá ser uma festa íntima com aqueles que se amam pura e verdadeiramente. Sei que há quem passe com estranhos ou até mesmo pessoas que nada lhes dizem, mas condeno essas opções, não é esse o objectivo do Natal. Não é o meu caso, mas deve ser tão estranho, tão triste e tão impessoal... sou solidária para com quem tem que levar com isso mesmo que não queira. Há famílias muito estranhas... por isso, talvez sentem uma enorme necessidade de se refugiarem nos centros comerciais a comprar toneladas de presentes, só mesmo para preencherem o vazio de família que vai nos seus corações.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
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1 comentário:
Minha cara Teresa de Mello:
Não posso deixar de frisar que me ri a bom rir do seu texto que tem muito de verdadeiro.
De facto, o re-gift não é mais do que poupar uns trocados com pessoas que não nos merecem a mínima das considerações. E quanto ao Natal, concordo consigo quando diz que deve ser passado com aqueles que mais gostamos. Não imagino um Natal que seja Natal que não seja passado em casa do meu tio avô com toda a família junta!
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